CONCURSO TIM LOPES DE JORNALISMO INVESTIGATIVO


 

O que é o Concurso Tim Lopes

O Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo tem como objetivo chamar a atenção da sociedade para o grave fenômeno da exploração e do abuso sexual de crianças e jovens. Com o propósito de sensibilizar e estimular jornalistas, o Tim Lopes oferece condições técnicas, teóricas e financeiras para que os profissionais do jornalismo possam desenvolver suas histórias. Difere-se dos demais prêmios para jornalistas porque propõe reconhecer a pauta - e não a reportagem pronta, como a maioria das premiações. Para isso, proporciona, ademais do recurso financeiro, apoio no aprofundamento da pauta, com aulas e conversas com especialistas.

Sua primeira edição aconteceu em 2002 e selou a parceria entre ANDI - Comunicação e Direitos e Childhood Brasil e agregou o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Seguiram-se novas edições em 2004, 2006, 2008, 2010, 2012 e 2014.

Edições especiais

Com o tema “Imprensa e sociedade aliadas no enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes”, a quinta edição do Concurso Tim Lopes ampliou sua abrangência. Juntou a participação de jornalistas de veículos de comunicação de países do Mercosul. Os profissionais de língua espanhola concorreram em três categorias (Impresso, TV e Rádio) e contaram com o apoio das organizações que integram a Rede ANDI América Latina na Argentina (Periodismo Social), no Paraguai (Global Infância) e no Uruguai (El Abrojo).

Em 2013, considerando que o país seria sede da Copa do Mundo de futebol, no ano seguinte e dos Jogos Olímpicos, em 2016, ANDI e parceiros decidiram estimular projetos de investigação que contemplassem os impactos negativos e positivos para a infância e juventude no contexto dos megaeventos esportivos. A sétima edição do Tim Lopes abordou temáticas como trabalho infantil, exploração e abuso sexual infantil e juvenil, legado social da Copa, remoções forçadas, impactos na educação, entre outros. As reportagens produzidas com base nas pautas selecionadas pelo concurso anteciparam as situações pelas quais passaria o país nos meses que se sucederam, incidindo nessa agenda e provocando o poder público a tomar medidas preventivas, além de influenciar a cobertura da própria imprensa. 

Violência sexual como tema

A exploração e o abuso de crianças e adolescentes - uma das formas de violência mais silenciosa - fazem parte dos crimes contra a humanidade. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infâncias (Unicef), estima-se que, todos os anos, cerca de um milhão de meninos e meninas em todo o mundo sejam vítimas de crimes dessa natureza. Difícil de ser constatada e punida, com causas e implicações complexas, enfrentar a violência sexual exige uma série de frentes de ação de diferentes atores. Uma das peças fundamentais nesse contexto é o jornalismo. A imprensa e a mídia em geral têm o papel de agendar o tema no debate da sociedade, mobilizar pela prevenção e pela denúncia, acompanhar e fiscalizar políticas públicas, oferecer informação confiável e contextualizada, além de ajudar a promover direitos. Diante dessa missão, o Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo escolheu a violência sexual contra crianças e jovens como sua principal bandeira, ajudando a promover pautas consistentes em torno dessa questão.  

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