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ANDI E Rede ANDI. Com apoio da Fundação Avina, Fundação W.K. Kellogg e UNICEF

Da Árvore à Floresta - A história da Rede ANDI Brasil: Como uma articulação de comunicadores de todo o País está ajudando a colocar a criança e o adolescente no foco da mídia
Ano: 
2005

Esta publicação tem o objetivo de apresentar um panorama da Rede ANDI Brasil, desde seu surgimento até o momento atual. Iniciada oficialmente em março do ano 2000, essa Rede de Comunicadores pelos Direitos da Criança e do Adolescente é uma experiência pioneira no País e tem também atraído o interesse de organizações internacionais relacionadas ao Terceiro Setor. Sua missão é investir na formação de uma cultura jornalística socialmente responsável e atuante no que diz respeito às principais questões de interesse da infância e adolescência brasileiras e na consolidação da comunicação como instrumento estratégico para o desenvolvimento humano sustentável.

Uma visão abrangente sobre a experiência da Rede ANDI Brasil está no capítulo de Introdução (página 8), que traz, ainda, um quadro-resumo com as principais informações sobre sua estrutura atual. Os fatores políticos e sociais que contribuíram para a formação da Rede ANDI estão no Contexto histórico (página 16), que aborda também, em linhas gerais, a trajetória da ANDI, organização não-governamental sem fins lucrativos que deu origem a essa aliança de comunicadores pelos direitos da infância e da adolescência.

Em seguida, no capítulo Nasce a Rede (página 38), descreve-se o processo de construção dessa articulação, mostrando os principais fatos de sua história e suas principais estratégias de ação. Em Teorizando a Rede (página 52) encontramos uma leitura das principais teorias a respeito de articulações em rede de como elas se aplicam à Rede ANDI. Esse debate conceitual contou com uma importante contribuição de Rose Marie Inojosa, especialista no campo das articulações sociais e da saúde que, na época da elaboração desta publicação, estava envolvida na construção da Rede Gandhi, ligada ao Ministério da Saúde. Rose Marie também contribuiu com outras considerações conceituais apresentadas ao longo dos demais capítulos desta publicação.

As estratégias de mobilização da mídia e de qualificação de atores sociais relação à comunicação, implementadas em rede, ganham destaque no capítulo O poder da Rede (página 74). Já a experiência acumulada na formação de estudantes universitários em mobilização social e comunicação é relatada em Novos profissionais da pauta social (página 84), seção que contou com a consultoria das pedagogas Maria Stela Graciani e Rita Ippólito no levantamento das informações junto às Agências da Rede.

Por fim, são abordados os Desafios conjunturais e estruturais (página 100). Neste capítulo, estão em foco as perspectivas da Rede nos campos da Gestão e Desenvolvimento, da Sustentabilidade, da Formação e da Comunicação Interna e Externa. Ao final da publicação, é importante destacar, o leitor encontrará uma Linha do tempo (página 127), reunindo os principais fatos e eventos da história da Rede ANDI.

A elaboração dos conteúdos de Da Árvore à Floresta envolveu dezenas de pessoas. Participaram – por meio de conversas, entrevistas individuais ou em grupo, debates – todas as lideranças das organizações que abrigam as Agências da Rede ANDI Brasil e seus Jornalistas Responsáveis, além de parceiros, estudantes universitários, pesquisadores da área acadêmica e outros atores sociais relacionados à Rede. Coube ao Jornalista Amigo da Criança Fernando Rossetti a tarefa de organizar boa parte do corpo principal do documento. Alguns textos e quadros desta publicação foram produzidos pela Secretaria Executiva da Rede ANDI.

Por fim, vale ressaltar que esse processo de sistematização da experiência da Rede ANDI Brasil não tem a pretensão de tornar-se um manual estruturado de procedimentos. A idéia, sim, é socializar o conhecimento até então adquirido, numa perspectiva de apontar caminhos e abrir horizontes para que outras iniciativas em rede sejam implementadas ou aprimoradas. Sua linguagem simples e objetiva busca assegurar uma leitura aprazível e a plena apreensão dos conceitos, processos e práticas abordados.