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UNICEF, Agência EFE e ANDI. Patrocínio e colaboração da Fundações Telefônica. Com apoio da Fundação Santillana para a Ibero-américa

Análise da II Edição dos Prêmios Ibero-americanos de Comunicação pelos Direitos da Infância e da Adolescência
Ano: 
2003

Na última década testemunhamos a efetiva incorporação dos direitos da infância e da adolescência nas agendas políticas e no debate público da região ibero-americana.

O papel da mídia e o compromisso dos comunicadores foi crucial no processo de aprovação e ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança em todos os países, elaborando informação e mensagens de qualidade sobre a situação da infância, cobrindo os
foros internacionais e nacionais para a elaboração de políticas de infância, desenvolvendo importantes pesquisas e trabalhos de
campo e, em resumo, impulsionando uma cultura de respeito pelos direitos humanos na região.

Os desafios que se colocam para ibero-américa, onde mais da metade da população infantil e adolescente é pobre, exigem um esforço sustentado dos profissionais da comunicação na sua função de educadores da sociedade. Acompanhar a alocação orçamentária para a implementação de planos de ação pela infância, promover uma co-responsabilidade de outros setores da sociedade e informar a população sobre os mecanismos de garantia dos direitos reconhecidos nas leis e nas declarações são tarefas que a mídia está começando a assumir.

Com o propósito de reconhecer e promover o trabalho de jornalistas e comunicadores sociais da região a favor do respeito pelos direitos de meninas, meninos e adolescentes, bem como de estimular uma investigação jornalística de qualidade em favor da infância, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Agência Internacional de Notícias EFE, com o apoio do Comitê Espanhol do UNICEF e da Fundação Santillana para a Ibero-américa, criaram em 1998 os Prêmios Ibero-americanos de Comunicação pelos Direitos da Infância e da Adolescência.

O impacto desses prêmios na América Latina foi significativo. Nas duas convocatórias celebradas até o momento se registraram mais de 1.500 inscrições de centenas de meios de comunicação.

Esta publicação é produto destes anos de compromisso compartilhado entre as organizações promotoras desta iniciativa, às quais somam-se agora as Fundações Telefônica da Espanha, Argentina, Brasil, Chile, Marrocos e Peru.

MÍDIA E DIREITOS

A Infância e a Adolescência nos Meios de Comunicação Iberoamericanos é a memória e o justo reconhecimento aos comunicadores
e meios que participaram da II Edição dos Prêmios Iberoamericanos de Comunicação.

É também a primeira análise de caráter regional que se realiza sobre o esforço jornalístico focalizado na realidade das crianças
e adolescentes da região. Este trabalho foi desenvolvido por uma equipe de especialistas da Agência de Notícias dos Direitos da
Infância (ANDI), do Brasil, com a assessoria do UNICEF e da Agência EFE, o patrocínio e colaboração das Fundações Telefônica e o apoio da Fundação Santillana para a Ibero-américa. A amostra do estudo tem como base os 931 trabalhos de imprensa, rádio,
televisão, fotografia e publicações dirigidas ao público infantil e adolescente inscritas na última edição dos prêmios.

Desta maneira, e em função de uma metodologia construída ao longo de mais de 10 anos de experiência da ANDI na promoção de uma cultura de direitos nos meios de comunicação do Brasil, foram revisados os temas mais abordados pelos meios e comunicadores ibero-americanos, os tipos de denúncias que se realizam, qual é o tratamento das causas que provocam a violação dos direitos
da infância ou do contexto social em que estas se produzem. O estudo focaliza também as propostas de solução para os problemas
abordados, a referência a experiências bem sucedidas para uma promoção adequada dos direitos da infância e o manejo de
fontes especializadas.

O resultado busca construir um instrumento de trabalho a serviço de profissionais dos meios de comunicação na região iberoamericana e membros de instituições, universidades e organizações não-governamentais especializadas; um referencial de qualidade para ajudar a empreender os compromissos pendentes com a infância e a adolescência ibero-americanas.