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ANDI. Com apoio Fundação FORD

Mídia e Políticas Públicas de Comunicação
Ano: 
2007

A partir da compreensão das potencialidades dos meios de comunicação para alavancar a democracia, o desenvolvimento e os direitos humanos, nas últimas décadas diversas instituições – no plano internacional e também no Brasil – passaram a elaborar estratégias de interlocução com a mídia, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento e efetividade do trabalho jornalístico.

É nesse âmbito que se insere a Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), organização criada em 1993 e que, entre outras ações, regularmente monitora e analisa a atenção dedicada pelos principais veículos impressos brasileiros às temáticas relevantes para a agenda social – com destaque para aquelas pertinentes ao universo infanto-juvenil. Por meio das diversas análises de conteúdo já produzidas pela organização, torna-se possível perceber alguns dos motivos ou contextos que infl uenciam as atuais tendências do trabalho jornalístico em nosso País.

Os resultados desse trabalho são centrais também para o desenvolvimento das demais estratégias da ANDI, as quais buscam mobilizar e qualifi ar a imprensa no que se refere à cobertura das políticas públicas sociais.

Possíveis respostas

Não é difícil elencar algumas hipóteses que contribuem para explicar o cenário da mídia brasileira contemporânea. A formação dos profissionais que atuam na área, o contexto social, político e econômico no qual o setor está inserido e os perfi s dos dirigentes das empresas de comunicação – além das políticas públicas que regulam a atividade midiática – são algumas das variáveis que não podem ser desconsideradas.

Seja por interesse teórico-conceitual, seja por razões pragmáticas, portanto, é cada vez mais central compreender as políticas – não somente governamentais, mas também as que envolvem outros setores – formatadas com o objetivo de garantir que a mídia desempenhe, a contento, a função que lhe foi destinada nas atuais democracias.

Essa é uma empreitada que conta com uma importante peculiaridade. Embora muitos estudos, tratados e legislações debatam Políticas Públicas de Comunicação – e a despeito de toda a relevância desses conteúdos, produzidos pelos mais diferentes atores – resta ainda uma enorme lacuna na compreensão sobre o comportamento da imprensa quando o foco noticioso são as comunicações e sua relação com o fortalecimento dos processos democráticos, no âmbito da contemporaneidade.

A ANDI compreende que buscar suprir essa lacuna, assim como debater eventuais respostas às indagações apontadas anteriormente, é um movimento fundamental no âmbito dos estudos sobre as coberturas jornalísticas. E não é por outra razão que, em parceria com a Fundação Ford, coordenou a pesquisa que constitui o pano de fundo para as discussões veiculadas nas próximas páginas.

É importante destacar que o presente documento representa ainda uma versão preliminar e, nesse sentido, está aberto a críticas e sugestões dos leitores. A proposta é que os conteúdos apresentados possam ser ainda mais enriquecidos com possíveis contribuições de cidadãos, cidadãs e instituições interessados em fomentar o debate sobre as Políticas Públicas de Comunicação.