06 de Maio de 2015
ONU lança campanha para tentar evitar morte das 500 crianças que morrem por dia em acidentes de trânsito

A cada dia, cerca de 500 crianças morrem no mundo devido à acidentes de trânsito e milhares ficam feridas, alertou a ONU nesta segunda-feira (4) ao lançar a campanha #SaveKidsLives (salvem a vida das crianças, em tradução livre), com o objetivo de tornar as ruas seguras para meninos e meninas.  Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada quatro minutos, uma criança morre em um acidente de trânsito, que é a principal causa de morte entre os adolescentes entre 15 e 17 anos.

Para discutir esta questão, a terceira Semana Global de Segurança Rodoviária da ONU, que vai do dia 4 a 10 de maio, sob o tema “Crianças e Segurança Rodoviária” realizará centenas de eventos para destacar as 10 principais estratégias da OMS para manter as crianças seguras na estrada. A campanha faz parte da Década de Ação para a Segurança Rodoviária 2011-2020 – plano de ação para salvar cinco milhões de vidas em todo o mundo.

“É um desastre causado pelo homem,e estamos matando nossas crianças nas ruas por não fornecer-lhes lugares seguros para brincar ou caminhar e andar de bicicleta para a escola”, disse a representante da OMS, Etienne Krug, em entrevista à Rádio ONU. “Realmente o que [a semana] quer é chamar a atenção para o número impressionante de 186 mil crianças que morrem em acidentes de trânsito a cada ano”.

De acordo com Krug, as maiores taxas de óbitos são encontradas em países de renda média e baixa. Países que estão “se motorizando rapidamente” na África, Sudeste da Ásia, América Latina e Mediterrâneo Oriental têm “mais e mais carros, e mais e mais estradas”, porém ausência de medidas de segurança rodoviária. Como um bom exemplo a ser seguido por estes países, ela citou a Suécia, onde o governo tomou a iniciativa de combater as mortes no trânsito e não houve uma única morte de crianças nas ruas nos últimos anos.

Fonte: ONU Brasil

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Publicação mapeia os principais riscos a que estão expostos crianças e adolescentes nas cidades-sede do Mundial 2014 e apresenta as iniciativas desenvolvidas pela sociedade brasileira para garantir os direitos fundamentais desses grupos etários.