24 de Abril de 2017
Mais de 150 crianças morreram este ano tentando chegar à Europa, afirma UNICEF

Notando um aumento no número de migrantes, incluindo crianças, que tentam chegar à costa europeia por meio da rota pelo Mediterrâneo Central, e a consequente elevação no número de mortes, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu mais segurança e caminhos legais para aqueles que fogem de conflitos, pobreza e privações.

De acordo com estimativas do UNICEF, ao menos 849 pessoas, incluindo mais de 150 crianças, morreram enquanto tentavam fazer a perigosa travessia desde janeiro deste ano.

“É profundamente preocupante que pessoas vulneráveis, incluindo milhares de crianças, estejam arriscando suas vidas para chegar à costa europeia usando esta rota cada vez mais perigosa”, disse Afshan Khan, diretor regional do UNICEF e coordenador especial para a crise de refugiados e migrantes na Europa, em comunicado emitido no dia 22 de abril.

Desde o início do ano, aproximadamente 37 mil refugiados e migrantes — 13% deles crianças — chegaram à Itália pelo mar via Mediterrâneo Central. Trata-se de um aumento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado.

Crianças desacompanhadas e separadas de suas famílias estão sob maior risco, e esses números também tiveram aumento dramático. Em janeiro e fevereiro deste ano, cerca de 1,8 mil crianças desacompanhadas chegaram à Itália, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2016.

O UNICEF também notou que a melhora do clima e as águas mais calmas no Mediterrâneo foram acompanhadas de uma elevação no fluxo de refugiados e migrantes. Somente no fim de semana da Páscoa, mais de 8,3 mil pessoas foram resgatadas do mar entre Líbia e Itália. Ao menos oito migrantes se afogaram no fim de semana.

“Esta é mais uma evidência de que quando caminhos seguros e legais para a migração são cortados, crianças e famílias desesperadas farão o que conseguirem para fugir de conflitos, pobreza e privações”, disse Khan.

Como parte de sua política global, a agência da ONU tem pedido mais ações de proteção para crianças refugiadas e migrantes, particularmente desacompanhadas; o fim da detenção de crianças que buscam status de refugiadas ou migrantes; e a promoção de medidas para combater a xenofobia, a discriminação e a marginalização em países de trânsito e destino.

Também foi enfatizada a necessidade de manter famílias juntas como melhor forma de proteger as crianças, além de dar elas status legal; para garantir que todas as crianças refugiadas e migrantes tenham oportunidade de estudar, acessar serviços de saúde e enfrentar as causas do fluxo de migrantes e refugiados.

Fonte: ONU Brasil

 

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