19 de Maio de 2015
Diminuição da velocidade em vias urbanas pode salvar vidas

Publicação do WRI Brasil | EMBARQ Brasil mostra como é possível tornar o trânsito mais seguro

As altas velocidades nas ruas das cidades causam muitas mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas em 2010, mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo perderam a vida em acidentes de trânsito. O Brasil está em 4º lugar entre os países que mais matam. Números alarmantes que precisam ser vistos e encarados como prioridade pelos governos. Para alertar tomadores de decisão, gestores e técnicos sobre este problema, o WRI Brasil | EMBARQ Brasil divulga hoje a publicação “Impactos da Redução dos Limites de Velocidade em Áreas Urbanas”. O documento apresenta dados sobre os impactos dos acidentes de trânsito para a sociedade e aponta como a redução da velocidade pode tornar as vias urbanas mais seguras. Além disso, mostra como cidades do mundo reduziram as mortes no trânsito ao diminuir os limites de velocidade.

“O poder público têm nas mãos a oportunidade de salvar vidas. As cidades têm autonomia para definir o limite de velocidade de suas ruas e avenidas”, comenta Marta Obelheiro, coordenadora de projetos de saúde e segurança viária da EMBARQ Brasil. Para reduzir as mortes no trânsito, os governantes devem adotar medidas para melhorar a infraestrutura das vias urbanas e garantir a segurança de todos os usuários, especialmente pedestres e ciclistas. Dentre estas medidas, uma das principais é a adoção de um limite de velocidade máximo de 50 km/h. A legislação brasileira, no entanto, permite um limite de velocidade de até 80 km/h em áreas urbanas que, de acordo com as boas práticas de segurança, é muito alto. “O limite de velocidade permitido em vias urbanas no Brasil não é seguro e deve ser reduzido ”alerta Luis Antonio Lindau, diretor-presidente da EMBARQ Brasil.

Uma redução de 5% na velocidade média dos veículos pode resultar em 30% menos acidentes fatais. Velocidades mais baixas aumentam a possibilidade de condutores, pedestres e ciclistas verem uns aos outros e reagirem, evitando acidentes e reduzindo assim o número de mortos e feridos no trânsito. Na Noruega, a redução do limite de velocidade de 60 km/h para 50 km/h em vias urbanas diminuiu em menos de 4 km/h a velocidade média do tráfego, e promoveu uma redução de 45% nos acidentes fatais. Resultados positivos como este também foram observados na Dinamarca, França, Suécia e Austrália.

No Brasil, algumas cidades já estão tomando medidas para tornar o trânsito mais seguro. São Paulo está reduzindo os limites de velocidade das vias marginais e de importantes avenidas. A cidade também está implementando o projeto Área 40 nas regiões centrais, locais com grande movimentação de pedestres e ciclistas. Joinville instituiu um limite de velocidade de 50 km/h dentro do Plano de Mobilidade (PlanMob).

Apesar de todos os benefícios, é comum que medidas para redução nos limites de velocidade enfrentem resistência. “A implementação dessa medida muitas vezes esbarra na ideia equivocada de que reduzir o limite de velocidade pode aumentar o tempo das pessoas nos congestionamentos, o que não acontece”, esclarece Marta. Estudos apontam que os aumentos no tempo de viagem são em geral pequenos e ocorrem fora do horário de pico.

Para saber mais, baixe a publicação completa aqui.

 

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