04 de Maio de 2016
Cresce desigualdade entre crianças em países de alta renda, alerta UNICEF

Um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançado neste mês apresenta evidências sobre como a desigualdade está afetando crianças em países de alta renda, em áreas como educação e qualidade de vida.

O documento classificou 41 países que fazem parte da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O relatório analisa a desigualdade de renda, grau de escolaridade, autopercepção de saúde e satisfação com a vida a partir das crianças que estão na base da sociedade em termos de renda.

“(O documento) oferece um lembrete claro de que o bem-estar das crianças em todo os países não é um resultado inevitável de circunstâncias individuais ou do nível de desenvolvimento econômico, mas moldado por decisões políticas”, disse Sarah Cook, diretora do escritório do UNICEF responsável pela pesquisa, em um comunicado de imprensa.

“Como nossa compreensão do impacto de longo prazo da desigualdade cresce, torna-se cada vez mais claro que os governos devem dar prioridade ao reforço do bem-estar de todas as crianças hoje, dando-lhes a oportunidade de atingir o seu potencial”, acrescentou.

Entre os países pesquisados, a Dinamarca possui a menor desigualdade entre as crianças, enquanto Israel aparece como o país mais desigual para as crianças entre os países de alta renda. Em 19 dos 41 países abrangidos pelo estudo, mais de 10% das crianças vivem em famílias com menos de metade do rendimento médio. Dois países de renda mais alta, a Bélgica e a França, ficaram na parte inferior da tabela classificativa de educação.

Embora a percepção da desigualdade na saúde tenha aumentado em quase todos os países entre 2002 e 2014, o UNICEF assinala que a desigualdade em atividades físicas e dietas pobres diminuiu na maioria dos países. A desigualdade na área de educação também sofreu uma redução.

Pedindo às crianças para classificar sua satisfação com a vida em uma escala de um a 10, a pontuação média é de oito; no entanto, as crianças no extremo inferior da distribuição de renda estão muito atrás de seus pares. Em todos os países, as meninas com idades entre 13 e 15 relatam menor satisfação com a vida do que os meninos.

O relatório propõe as seguintes áreas-chave de ação do governo para fortalecer o bem-estar infantil: proteger a renda das famílias que possuem as crianças mais pobres; melhorar os resultados escolares dos alunos desfavorecidos; promover e apoiar estilos de vida saudáveis para todas as crianças; levar o bem-estar subjetivo a sério; e colocar a igualdade no centro das agendas de bem-estar infantil.

Acesse o relatório em www.unicef-irc.org/publications/830

Fonte: ONU Brasil

 

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