24 de Novembro de 2015
Apenas 10 países concentram mais da metade de homicídios de crianças no mundo, alerta UNICEF

No Dia Universal das Crianças, celebrado nesta sexta-feira (20), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), publicou o relatório Para toda criança, uma chance justa: a promessa de igualdade, que apresenta dados sobre as crianças no mundo que vivem marginalizadas. Avanços foram realizados, mas certas regiões do mundo continuam sendo arriscadas para meninos e meninas. Dez dos países analisados respondem por mais da metade de crianças vítimas de homicídio em 2012. A América Latina concentra a maior parte dessas mortes no mundo.

“Essas grandes desigualdades estimulam um círculo vicioso intergeracional de pobreza e desvantagem”, explica o diretor executivo do UNICEF, Anthony Lake. Segundo ele, as crianças representam quase metade das pessoas em situação de pobreza do mundo. 250 milhões vivem em países destruídos por conflitos e 200.000 arriscaram suas vidas neste ano em busca de refúgio na Europa.

O documento informa que as crianças de família pobre têm o dobro de probabilidade de morrer antes de completar cinco anos se comparadas a crianças de famílias ricas, e cinco vezes mais suscetíveis a estarem fora da escola. Ainda, meninas de famílias mais pobres têm cinco vezes mais chances de se casarem antes dos 18 anos.

O diretor executivo do UNICEF também cita dados que mostram avanços para as crianças. “Em apenas uma geração, o mundo diminuiu as taxas de mortalidade pela metade, colocou mais de 90% de crianças na escola primária e aumentou para 2,6 bilhões o número de pessoas com acesso à água potável”, apontou Lake.

No Brasil, o O Índice de Homicídios na Adolescência estima que mais de 42 mil adolescentes de 12 a 18 anos poderão ser vítimas de homicídio nos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes entre 2013 e 2019. Saiba mais aqui.

Fonte: ONU Brasil

 

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Publicação mapeia os principais riscos a que estão expostos crianças e adolescentes nas cidades-sede do Mundial 2014 e apresenta as iniciativas desenvolvidas pela sociedade brasileira para garantir os direitos fundamentais desses grupos etários.