Pelo direito a crescer sem violência

O UNICEF se solidariza com a família de João Hélio e com todas as famílias que também sofrem a tragédia de perder seus filhos. A violência contra crianças e adolescentes atinge graus de crueldade que se revelam em momentos dramáticos como o que aconteceu no Rio de Janeiro.

A urgência é garantir o direito a crescer sem violência e reverter a alarmante média de 16 assassinatos de crianças e adolescentes por dia no Brasil, que chama a atenção no mundo todo.

Reduzir a violência e ampliar as experiências que fortaleçam as famílias e garantam aos jovens outros caminhos, muito diferentes do que o mundo do crime organizado por adultos oferece, é uma das prioridades acordadas entre o UNICEF e o Brasil.

Milhares de crianças e adolescentes perdem a vida de forma violenta e o caso recente aumenta a indignação pelas diferentes omissões que revela. Embora se conheçam as causas da violência como as desigualdades sociais, o racismo, a concentração de renda e a insuficiência das políticas públicas, a população está cansada de esperar por soluções a estas causas, e passa a exigir medidas imediatas, com o risco de respostas inadequadas e ineficazes.

O Brasil comprometeu-se a implementar a Convenção Sobre os Direitos da Criança que determina a proteção integral de todos meninos e meninas. O UNICEF tem se empenhado em cooperar com os países na realização deste compromisso em todo o mundo e acredita na capacidade do Brasil de garantir os direitos de cada criança. O Estatuto da Criança e do Adolescente é a expressão legal deste compromisso. Custa muito caro para toda a sociedade brasileira não implementá-lo.

As decisões sobre o que fazer precisam ser tomadas de forma prioritária, mas também com a profundidade capaz de atingir as causas que geram a banalização da vida e alimentam o ciclo perverso da violência.

O UNICEF está comprometido em apoiar o desenvolvimento de soluções verdadeiras que garantam a vida, a justiça, a paz, a proteção das pessoas e o desenvolvimento e não acredita que a simples oferta de aumento de penas, prisões ou medidas de caráter estritamente punitivo resolva as dores, os medos e as legítimas angústias da sociedade diante da violência em suas diferentes manifestações.

Qualquer forma de violência contra a criança e o adolescente é evitável e deve ser prevenida agora. Nenhum tipo de violência é justificável.

Para mais informações, Mário Volpi (61) 8166-1646