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De que maneira se pode ilustrar e enriquecer as matérias jornalísticas sem revitimizar a criança e o adolescente?

O jornalista deve tomar o cuidado para suprimir todos os detalhes e imagens que possam levar à identificação da criança ou do adolescente, de seus parentes ou do lugar onde mora, mesmo que a divulgação seja expressamente autorizada pela família.

Isso porque o profissional precisa ter em mente que a criança e o adolescente talvez não tenham experiência para avaliar com profundidade suficiente o impacto de uma divulgação na mídia. Essa regra também se aplica a algumas famílias, que nem sempre têm noção do alcance do noticiário e de suas possíveis consequências.

Nesses casos, use o bom senso e tome como parâmetro as disposições do ECA que reiteram a responsabilidade de todos na preservação da dignidade da criança e do adolescente. Por isso, a recomendação é que se dê preferência ao uso de nome fictício.

Quando não for possível utilizar uma fotografia ou imagem da criança ou adolescente, a edição pode se valer de infográficos, mapas, desenhos produzidos em atividade clínica (quando liberados), ilustrações e diagramação diferenciada para dar destaque à matéria jornalística.

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