22 de Abril de 2014
SP: Mortalidade infantil aumenta na periferia

Veículo: 
O Estado de S. Paulo

Regiões de extrema pobreza das zonas sul e norte de São Paulo (SP) registram o maior número de mortes de crianças de até um ano, segundo pesquisa divulgada na última quinta-feira (17) pela Fundação Seade. O estudo é referente a 2012, quando foram registrados 1.992 óbitos infantis na capital paulista. O levantamento mostra que, em números absolutos, as mortes estão concentradas nas regiões do Capão Redondo e Jardim Ângela, na zona sul, e na Brasilândia, na zona norte. "São as regiões que têm pouca infraestrutura e dificuldade de acesso à saúde, e isso acaba tendo reflexo na mortalidade infantil", diz Paulo Borlina Maia, analista de projetos da Seade. A taxa de incidência de óbitos por mil nascidos vivos também é superior em praticamente todos os distritos da periferia, em comparação com bairros de classe média e mais próximos do centro. A exceção fica por conta do Brás, distrito que registrou em 2012 a maior taxa da cidade, com 23,1 mortes por mil nascidos vivos.

Patrocínio
Petrobras
Publicações
Este guia integra uma série de publicações editadas pela ANDI – Comunicação e Direitos ao longo da última década, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da cobertura jornalística.