02 de Janeiro de 2018
Pucrs desenvolve app para impulsionar adoções

Veículo: 
Jornal do Comércio RS

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) entregou ao Poder Judiciário uma versão inicial do aplicativo desenvolvido por estudantes voltado para impulsionar adoções. A partir dessa versão, a Direção de Informática e Tecnologia da Informação e Comunicação (Ditic) do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) deve fazer ajustes, adaptações e integrações da ferramenta. A previsão é de que o aplicativo seja lançado no final desse semestre.

A ferramenta faz parte do projeto acadêmico Adoções, inicialmente projetado por uma parceria entre Apple Developer Academy e Pucrs. O sistema foi desenvolvido por alunos do curso de Desenvolvimento de Softwares, da Faculdade de Informática da universidade, sob a orientação de docentes vinculados à Agência Experimental de Engenharia de Software.

O gerenciamento da ferramenta ficará a cargo do Judiciário, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude do Rio Grande do Sul, que, entre outras atribuições, deve disponibilizar o conteúdo informativo e os dados das crianças e adolescente. Além disso, deve definir regras e requisitos da ferramenta. O convênio ainda conta com a parceria do Ministério Público Estadual, que fiscalizará as ações dos usuários no acesso ao aplicativo e contribuirá com o conteúdo informativo.

As informações e imagens ficarão armazenadas em uma área de acesso restrito, cujo conteúdo estará disponível apenas aos habilitados à adoção, mediante cadastro e solicitação de acesso, fornecido pelo Poder Judiciário. Ainda haverá um espaço destinado ao público geral, com dados básicos e sem identificação das crianças e adolescentes cadastradas. Essa área deve conter informações e assuntos que envolvam a infância e juventude em geral.

Com a ferramenta, as famílias que estão no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) poderão conhecer os rostos, as características e os sonhos de muitas crianças e adolescentes que ainda não tiveram a oportunidade de localizar uma família. Hoje, no Projeto Busca-Se(R), da Coordenadoria da Infância e Juventude, só é possível ter acesso a dados básicos como nome, idade, sexo, raça, condições de saúde e situação jurídica, disponibilizados em uma planilha no site da Infância e Juventude do TJ-RS.

 

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