14 de Setembro de 2017
Inep publica Panorama da Educação com destaques do Brasil no relatório EaG 2017

Veículo: 
Inep

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou mais uma edição do Panorama da Educação, onde apresenta e comenta os principais dados do Brasil no relatório Education at a Glance (EaG), divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira, 12, em Paris. Com dados do Brasil e de outros 40 países, o EaG oferece, anualmente, uma visão geral desses sistemas educacionais com o objetivo de possibilitar a comparação internacional. Os dados brasileiros que subsidiam o cálculo de indicadores são provenientes do Censo Escolar e Censo da Educação Superior, coletados pelo Inep.

De acordo com o estudo da OCDE, o Brasil aumentou os investimentos públicos em educação nos últimos anos. Em porcentagem do PIB, o Brasil está próximo da média dos países da organização. No entanto, apesar da melhora no nível de investimentos em educação no país, o Brasil continua entre os últimos do ranking dos testes de avaliação do Pisa e com indicadores de desempenho ruins nas avaliações nacionais como no Saeb.

Ocorre que o aumento no investimento em educação nos últimos anos, além de não ter revertido na melhoria do desempenho dos alunos, foi destinado, em grande parte, para o ensino superior em detrimento do ensino básico durante a gestão anterior.  De 2014 para 2016, o investimento em educação básica caiu de R$ 54,5 bilhões para R$ 52,2 bilhões, enquanto no ensino superior aumentou de R$ 57,9 bilhões para R$ 75,3 bilhões.

A atual gestão do MEC, desde que assumiu, buscou o equilíbrio entre os investimentos e reverteu a tendência de queda na educação básica: de 2016 para 2017 houve um aumento do investimento na educação básica, atingindo R$ 56,3 bilhões em 2017. E, no ensino superior, garantiu um aumento para R$ 79,7 bilhões, em 2017.

A publicação destaca, também, o fraco desempenho do Ensino Médio no Brasil. A matrícula nessa etapa do ensino médio ainda é baixa. Além disso, daqueles que entram no Ensino Médio, apenas metade o completa em três anos. De acordo com relatório, apenas 53% da população de 15 anos está matriculada no ensino médio que tem duração de três anos no Brasil, teoricamente entre as idades de 15 a 17 anos.

Os indicadores do EaG corroboram outras estatísticas nacionais que nortearam o Ministério da Educação, em sua atual gestão, a propor a reforma do Ensino Médio que flexibiliza a grade curricular em busca de melhor desempenho e menor evasão, além de valorizar a formação profissional e também a implementação da política de fomento da Escola em Tempo Integral com investimento de R$ 1,5 bilhões.  A expectativa é que, a médio prazo, as mudanças que serão implementadas a partir de 2019 sejam refletidas na relação dos estudantes com a escola tornando o ambiente escolar mais atrativo e conectado com a realidade dos jovens.

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Este guia integra uma série de publicações editadas pela ANDI – Comunicação e Direitos ao longo da última década, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento da cobertura jornalística.