04 de Novembro de 2013
Criança viciada em game dificilmente tem cura

Veículo: 
O Dia

Um alerta aos responsáveis: o uso excessivo de jogos eletrônicos por crianças não é "uma fase que passa com o tempo". Estudo com 3.034 pessoas, com idades de oito a 14 anos, constatou que 84% dos 'viciados' nos games mantinham o comportamento mesmo após dois anos do diagnóstico. Notas baixas e isolamento social são os principais efeitos do hábito. Crianças e adolescentes de Cingapura foram acompanhados de 2007 a 2009, e em 10% foi constatado o uso abusivo. A pesquisa Uso Patológico de Videogame entre Jovens foi feita por psiquiatras das universidades de Iowa (Estados Unidos), Nacional de Cingapura e Politécnica de Hong Kong. Daniel Spritzer, coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas (Geat), com sede no Rio Grande do Sul, alerta que o problema não pode ser encarado como comportamento comum. "Na maioria dos casos, não passará sozinho", avisa. Segundo o especialista, a dependência tecnológica se manifesta da mesma maneira que o vício em drogas, como cocaína e maconha. Sintomas, como a abstinência, são parecidos e as áreas cerebrais ativadas (sistema de recompensa e prazer), as mesmas.

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Publicação mapeia os principais riscos a que estão expostos crianças e adolescentes nas cidades-sede do Mundial 2014 e apresenta as iniciativas desenvolvidas pela sociedade brasileira para garantir os direitos fundamentais desses grupos etários.