26 de Novembro de 2014
CE: Muito além da doença de criança

Veículo: 
Diário do Nordeste

"Minha avó dizia que feliz de quem tem um anjinho no Céu". É Judite quem afirma. Conheceu a dor de Dilce antes dela, a cunhada. Perdeu o filho e "ganhou um anjo" seis anos atrás. Mas a morte, da qual nunca se esquece, só está nas estatísticas na forma de números, e nela, na forma de dor. A cada hora, uma criança morre no Nordeste antes de chegar ao primeiro mês de vida. Mais da metade não completou a primeira semana. O sertão nordestino (que abrange oito dos nove estados da região) é a sub-região geográfica do Brasil com a maior taxa de mortalidade infantil (vai de zero a um ano incompleto). No Ceará, a cada sete horas, um bebê tem óbito com idade de zero a 27 dias de nascido – média de três a cada 24 horas. Todos os dias, ao menos duas crianças no estado não atingem uma semana de vida. Em 2013, foram 961 óbitos nessa faixa. Desses, em média, metade morre nas primeiras 24 horas de vida.

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